sexta-feira, 15 de abril de 2011

Conheça os benefícios da coleta seletiva

Por WWF Brasil


Papel
  •  A cada 28 toneladas de papel reciclado evita-se o corte de 1 hectare de floresta (1 tonelada evita o corte de 30 ou mais árvores);
     
  • A produção de uma tonelada de papel novo consome de 50 a 60 eucaliptos, 100 mil litros de água e 5 mil KW/h de energia. Já uma tonelada de papel reciclado consome 1.200 Kg de papel velho, 2 millitros de água e 1.000 a 2.500 KW/h de energia;
  • A produção de papel reciclado dispensa processos químicos e evita a poluição ambiental: reduz em 74% os poluentes liberados no ar e em 35% os despejados na água, além de poupar árvores;
     
  • A reciclagem de uma tonelada de jornais evita a emissão de 2,5 toneladas de dióxido de carbono naatmosfera;
     
  • O papel jornal produzido a partir das aparas requer 25% a 60% menos energia elétrica do que a necessária para obter papel da polpa da madeira.
     
Metais
  • A reciclagem de 1 tonelada de aço economiza 1.140 Kg de minério de ferro, 155 Kg de carvão e 18 Kg de cal;
     
  • Na reciclagem de 1 tonelada de alumínio economiza-se 95% de energia (são 17.600 kwh para fabricar alumínio a partir de matéria-prima virgem, contra 750 kwh a partir de alumínio reciclado) e 5 toneladas de bauxita, além de evitar a poluição causada pelo processo convencional, reduzindo 85% da poluição do ar e 76% do consumo de água;
     
  • Uma tonelada de latinhas de alumínio, quando recicladas, economiza 200 metros cúbicos de aterros sanitários;
     
  • Vale lembrar que que 96% das latas no Brasil são recicladas, superando os índices de países como o Japão, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Portugal. Entretanto, este número pode chegar próximo a 100% dependendo de suas atitudes!
Vidro
  •  O vidro é 100% reciclável, portanto não é lixo: 1 kg de vidro reciclado produz 1 kg de vidro novo;
  • As propriedades do vidro se mantêm mesmo depois de sucessivos processos de reciclagem, ao contráriodo papel, que vai perdendo qualidade ao longo de algumas reciclagens;
     
  •  O vidro não se degrada facilmente, então não deve ser despejado no solo;
  • O vidro, em seu processo de reciclagem, requer menos temperatura para ser fundido, economizando aproximadamente 70% de energia e permitindo maior durabilidade dos fornos;
     
  • Uma tonelada de vidro reciclado evita a extração de 1,3 tonelada de areia, economiza 22% no consumo de barrilha (material importado) e 50% no consumo de água.

     
Plásticos
  • Todos os plásticos são derivados do petróleo, um recurso natural não renovável e altamente poluente;
  • A reciclagem do plástico economiza até 90% de energia e gera mão-de-obra pela implantação de pequenas e médias indústrias;
     
  • 100 toneladas de plástico reciclado evitam a extração de 1 tonelada de petróleo.
Que marcas você quer deixar no planeta? Calcule sua Pegada Ecológica.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Tempo que perdemos no sistema público educacional

Durante o ensino médio perdemos muito tempo. Não sei se por excesso de hormônios ou por que outra razão, mas de fato, na adolescência somos muito desinteressados. Claro que há algumas exceções, mas mesmo essas são poucas. Quando tivemos todo o tempo do mundo, o jogamos na lada do lixo. Como é ocioso o tempo de um estudante de 15 anos. Quem não se lembra dessa época de sua vida? Pode até ser verdade que isso é natural da juventude, mas alguém deveria fazer alguma coisa.

Talvez coubesse aos nossos pais nos tirar da ociosidade para algo mais produtivo, mas ocupados que era, creio que cabia também e principalmente a escola nos dar meios mais produtivos de usar nosso tempo.

Tanto na minha época, há três anos, como hoje (acredito que não tenha mudado) as escolas públicas não oferecem atividades de qualidade aos seus alunos. Como é raro um grupo de teatro sério nas escolas, um grupo de dança, um clube de xadrez, de matemática, um jornal, qualquer coisa que acrescente conhecimento, arte e cultura à juventude deste país.

Agora alguém vem e me diz que não é verdade, que existem grupos especializados nas escolas. Ok. Digamos que sim, existam grupos de teatro, dança, meio ambiente, um zilhão de atividades extracurriculares supostamente educativas. Eu pergunto: elas funcionam? Perdoem-me as raras exceções, mas eu digo que não. Esses grupos não têm apoio da diretoria da escola muitas vezes, outras não têm apoio do estado para uso de recursos e o pior de tudo na minha modesta opinião, não têm apoio da própria comunidade escolar. Os alunos e os próprios professores já estão tão acostumados com os vários nãos que esse tipo de projeto recebe que não se interessam mais por eles. A escola não acredita na perseverança desses projetos. Quando algum projeto desse tipo começa, vindo do entusiasmo de algum professor ou de algum estudante disposto a melhorar a realidade, não tem adesão dos alunos, é sucateado como a educação em geral e acaba sumindo, caindo no esquecimento ou sendo um projeto medíocre, que se mantém a duras penas para meia dúzia de teimosos que ainda acreditam no seu ideal.

Volto a dizer: existem exceções, mas são raras.

Então me pergunto por quê. E embora não tenha a resposta, pois nenhuma resposta justificaria o descaso deste país com a educação, tenho alguns palpites. A começar pelos baixos salários dos professores, fato sobre o qual nem preciso falar muito, pois já está mais do que manjado de tanto se falar nele. Depois vem a baixa despensa de recursos para a educação como um todo, desde a infraestrutura até a capacitação de profissionais. Os professores trabalham cada vez mais desmotivados e isso é, no mínimo, triste.
É claro que há medidas para melhorar, basta olhar os jornais, mas ainda estamos longe do ideal. E quem sofre com isso somos todos nós.

Quem nunca se perguntou, depois de entrar na faculdade, quando consegue chegar lá, por que perdeu tanto tempo no ensino médio. Além das oportunidades que poderiam nos ter sido oferecidas pela escola, o pensamento crítico foi outro aspecto negligenciado no tempo da escola.

O ensino público é tão preocupado em ensinar português matemática, física e química que esquece o mais importante: ensinar a pensar. Mas como esperar que uma escola onde faltam professores para mais da metade das disciplinas tidas como prioridade, matérias tidas como secundárias, como filosofia, religião, sociologia e psicologia sejam bem aplicadas? Quantos alunos de escolas estaduais não se lembram da chacota que eram essas aulas? Aulas inclusive, dadas por professores sem formação na área.

Precariamente aprendemos o essencial para passar em vestibular e ENEM, tendo que recorrer muitas vezes, quando os pais conseguiam, a cursinhos pré-vestibulares. Não recebemos uma formação digna. Não aprendemos a pensar. Muito mal aprendemos fórmulas matemáticas e regras gramaticais. Ninguém nos explicou o porquê das coisas. Não nos exigiram pensamento crítico. Os professores estavam (e continuam) tão desestimulados que não foram além do mecânico, do básico.

Enquanto alunos tínhamos tanto tempo livre para pensar, ler, estudar e ninguém foi capaz de nos indicar o melhor a fazer com esse tempo livre. Não tivemos o apoio intelectual dos professores. Por que não nos apresentaram a Sofia de Jostein

Gaarder, a Kant, a Aristóteles ou Platão. Muitos desses passaram batidos e desinteressadamente por nós. Onde estava o “mestre” para nos guiar ao caminho do conhecimento? Provavelmente lutando contra os baixos salários de sua classe.

Verdade é que os adolescentes não se interessam pela leitura. Mas verdade também é que a maioria dos professores não se interessa pela juventude. Ainda que um único aluno se interessasse, seria dever do professor oferecer as ferramentas. Eu poderia aqui criticar a juventude, mas infelizmente é preciso criticar o desinteresse da escola pública como um todo.

Hoje percebo a falta que esse conhecimento teve na minha formação e tento correr atrás do prejuízo, mas não tenho o tempo livre que tinha há alguns anos. Espero que meus filhos, se um dia os tiver, tenham acesso a um ensino público de qualidade. Sei que o Brasil luta por isso, mas ainda há muito que melhorar. O caminho a ser percorrido até a educação ideal é longo e passará por muitos obstáculos ainda. Vamos torcer para que professores, secretários e ministros de educação tenha fôlego e interesse para seguir em frente.

sábado, 22 de janeiro de 2011

A melhor pode ser você

Ela passa e causa inveja em todas as outras. Ela tem cabelo sedoso, as unhas perfeitas. Tem um metro e setenta, pernas longas e finas e se veste como uma estrela. Ela é tudo o que você queria ser. E você se pergunta: por que ela é assim e eu não?

Ela tem dentes perfeitos e um sorriso radiante. Seu caminhar chama a atenção... Todos babam por ela. Ela é, sem dúvida, tudo o que você queria ser. Ela é o que todas gostaríamos de ser. Ela está no topo e você só queria  não estar lá em baixo. Mas você não percebe que isso lhe faz mal, que enquanto você sonha ser ela, alguém pode sonhar ser você.

Não há outro brilho como o do seu olhar. Não há humor como o seu. Não há ninguém no mundo como você.  Enquanto você deseja as longas pernas dela, alguém acha um charme você ser baixinha. Enquanto você sonha com os cabelos lisos haverá alguém que ama seus cachos. Enquanto você se desespera por não ter um manequim 34, haverá alguém com manequim 42 muito mais feliz do que você com seu 38.

Ela é linda. Você é bonitinha. Mas ela tem seu cérebro? Ela conquista com seu físico. Mas ela tem seu humor? Ela tem seus dotes culinários? Ela tem o seu coração?

Ninguém é melhor do que você! Cada milímetro das partes que te compõem é único e especial. Sempre haverá alguém que prefira você a qualquer outra pessoa no mundo! Sem contar seu pai e sua mãe... =)
Não perca seu tempo criticando aquilo que você  não tem ou cuidando o que os outros têm. Preste atenção em você. A melhor pessoa no momento pode ser você e talvez não tenha se dado conta disso.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Ditadura camuflada

O que é um ideal? O que é um modelo? O que é certo e o que é errado? Tantas definições que não nos ajudariam a resolver nossos problemas com o espelho. Chega o verão e essas perguntas nos vêem à mente diante de tanto desespero para se encaixar dentro de um padrão, de um modelo ideal. Mas o que é ideal mesmo? É ideal usar manequim 34? Por que eu deveria ter as pernas longas mesmo? Porque a Gisele é mais bonita que a Preta Gil? Quem ditou as regras? Onde estávamos quando elas foram escritas? São tantas perguntas sem resposta... É difícil entender essa pressão que sofremos.

Comecemos pelas bonecas. Alguém já ganhou uma boneca gorda que não fosse um bebê? Existe alguma boneca minimamente fora do padrão? Eu nunca vi. Nos desenhos animados, quem são as mocinhas, as heroínas, as protagonistas? Sempre as mais lindas de acordo com o padrão. Não há nenhuma princesa da Franquia Princesas da Disney fora do ideal de beleza. E os filmes? Há alguma atriz “fora de forma” interpretando as mocinhas pelo mundo afora? Não! E por quê? Simplesmente porque quando o autor pensa a personagem, já o pensa de acordo com um padrão que foi imposto antes mesmo que ele nascesse. E os diretores de cinema perpetuam essa “regra”.

Depois vem a mídia e o mundo capitalista materialista que supervalorizam  esses falsos arquétipos da perfeição. São revistas de moda, saúde e beleza e até mesmo de notícias, sempre exaltando as vantagens de ter determinadas medidas, de se parecer com determinada atriz, seguir as dicas de beleza de certa estrela do cinema ou das passarelas. É difícil se encaixar quando o espaço e tão pequeno.

O que seria do belo sem o feio? Apenas mais uma gota de chuva na tempestade, talvez. Por que deveria existir beleza? Por que deveria existir feiúra? E se o belo fosse feio e o feio fosse belo? Quem iria dizer que está errado? Não precisamos de padrões tão rígidos. Precisamos de liberdade para ser feliz. Liberdade desta atadura a uma  estética que nos distancia de quem somos.

Shrek foi o melhor conto de fadas já criado, pois vai além dos estereótipos, mostra a verdadeira beleza, que transcende aquela que precisa da feiúra para aparecer, pois vem de dentro. Espero que o mundo aprenda alguma coisa com esse tipo de diferente e que as futuras gerações sejam poupadas, ainda que apenas um pouquinho dessa pressão generalizada em busca da beleza.

sábado, 16 de outubro de 2010

O poder de uma canção

É incrível a quantidade de sensações diferentes que uma única canção é capaz de despertar. Quem nunca sentiu algo diferente ao ouvir uma música? Quem nunca se sentiu tão bem que escutou centenas de vezes seguidas a mesma música? Ou quem nunca se entristeceu ao ouvir uma música? Queria eu poder, com meus textos, despertar algo tão profundo nas pessoas...

Algumas canções nos trazem uma certa nostalgia, uma sensaçõ estranha e gostosa no fundo do peito. Back to December, da Taylor Swift, é uma delas, pelo menos comigo. É tão bom sentir esse tipo de coisas às vezes.

Já tive vontade de fugir estimulada por uma música... Já me senti arrependida de coisas que julgava estarem certas... Já perdoei influenciada por canções falando de amor.... Já me senti pra baixo, um verdadeiro lixo, só de ouvir uma música. Mas também já me senti o máximo! Sempre impulsionada por uma canção! Muitas vezes até mesmo independente da letra. Música clássica, por exemplo, alivia minhas enxaquecas! Ainda bem que em meio a todo o funk , sertanojo e eletrônicas, ainda existem músicas de verdade! Para nos fazer rir, chorar, cantar e dançar... Para colorir nossa vida!

Não, eu não me referia ao Restart!

terça-feira, 17 de agosto de 2010